Sexo seguro para não ter doenças sexualmente transmissíveis!

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Os ginecologistas são unânimes: é preciso usar camisinha em todas as relações sexuais. Não importa se a mulher usa pílula anticoncepcional, DIU ou outro método contraceptivo, somente a camisinha protege contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Essas infecções são geralmente transmitidas pelo coito, mas é preciso proteger-se também nas relações anais e orais. Vírus e bactérias são os principais parasitas causadores das DSTs, o que aumenta o risco de contaminação.

Com o avanço da medicina, muita gente substima a importância da prevenção. Parece que é tudo muito simples, já que os remédios estão cada vez mais modernos e eficientes. O problema é que até o dignóstico correto ser feito, a DST pode ter causado um estrago irreversível à saúde. ´’Distúrbios emocionais, infertilidade, lesões fetais e até câncer são as conseqüências mais extremas das doenças sexualmente transmissíveis’, afirma o ginecologista Linderman Alves Vieira. ‘Além disso, não podemos esquecer que a Aids também é uma DST’. O principal problema é a falta de informação. Com o sistema de saúde pública caótico que temos no Brasil, a população de baixa renda torna-se mais sucetível às doenças. Praticar uma política eficaz de educação sexual é essencial, o que vai desde o uso consciente da camisinha até identificar os sintomas das principais doenças, como sífilis e gonorréia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, as mulheres são mais propensas a desenvolverem DSTs. O principal motivo é o fato da anatonomia feminina ser mais vulnerável. ‘A vagina é mais úmida que o pênis e mais difícil de ser higienizada’, explica o ginecologista. ‘É mais difícil visualizar os primeiros sintomas na mulher. Normalmente ela só percebe que pode estar infectada quando há ardência ao urinar, dor na relação sexual ou corrimento’.

Um dado alarmante: 30% das mulheres brasileiras, entre 15 e 60 anos, estão contaminadas com o Papiloma Vírus Humano (HPV), que pode se gerar câncer de colo de útero. Como a maioria não apresenta sintomas, muitas portadoras continuam a transmitir o vírus. Apesar de não ter cura, após detectado, é possível controlá-lo com a destruição das células da região. Outras doenças comuns são:

Cancro Mole ou Bubão

É causada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey. Neste caso, surgem várias feridas nos genitais (que são doloridas) e na virilha. A secreção dessas feridas podem contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

Candidíase

É uma doença causada por uma micose ou fungo chamada de Candida albicans, que produz um corrimento semelhante a um leite coalhado que causa muita coceira e afeta 20 a 30% das mulheres jovens e adultas. Surge com a gravidez, com a puberdade, diabetes, estresse e antibióticos. No homem dá coceira no pênis, vermelhidão na glande e no prepúcio. Deve se tratar o casal.

Clamidea

É considerada atualmente a doença sexualmente transmissível de maior incidência no mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, desde quando nascem de mães contaminadas ou durante o contato sexual. Nas mulheres, a porta de entrada é o colo uterino. O sintoma, quando ocorre, é um discreto corrimento.

Condiloma acuminado ou crista de galo

É causado pelo HPV. É uma virose que está relacionada com o câncer de colo do útero e câncer do pênis. É uma doença de difícil tratamento pois, como os anti-bióticos não atuam contra o vírus, precisa ser um medicamento anti-vírus como é usado na Aids. É caracterizada por uma pequena verruga nos órgãos genitais tanto do homem como da mulher. O tratamento é do casal. Uma mulher com esse vírus deve evitar ficar grávida, pois o filho será contaminado com graves conseqüências.

Endometriose

Não é sexualmente transmissível e acomete as mulheres em idade reprodutiva. Consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. O principal sintoma é a dor na época da menstruação, também comuns nas relações sexuais. Mas muitas mulheres que tem endometriose não sentem nada, apenas tem dificuldade em engravidar. Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos.

Gonorréia

Infecção causada por uma bactéria. Na mulher tem aspecto clínico variado desde formas quase sem sintomas até vários tipos de corrimento amarelados e com odor forte na vagina (vaginite) e uretra. A infecção não tratada avança para trompas e útero. A mulher infectada transmite a doença para o filho durante o parto, podendo dar cegueira na infeção dos olhos do bebê.

Herpes Genital

É causada por vírus. Em ambos os sexos surgem pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação (mas, que cicatrizam sozinhas). Aparecem e desaparecem espontaneamente regulada por estresse ou cliclo menstrual. Não há cura definitiva. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca.

Sífilis

É uma infeção causada por uma bactéria. No homem e na mulher, 20 a 30 dias após o contato sexual surgem uma pequena ferida nos órgãos genitais (pênis, vagina, colo do útero e reto). Essa úlcera também é chamada de cancro duro (que vem junto com gânglios na virilha) e ambos desaparecem em um mês, dando a falsa impressão de que a doença sarou. Surgem depois de um a dois meses manchas na pele (sífilis secundária), que pode progredir agredindo o sistema nervoso e o coração. As gestantes com sífilis podem ter abortamentos, natimortos ou fetos com problemas de má formação.

Tricomoníase

É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher causa um corrimento amarelo, fétido, com cheiro típico, que pode causar irritação urinária. No homem passa despercebido, mas mesmo assim ele pode contaminar e ser contaminado pela mulher. O casal deve fazer o tratamento.

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